Assessoria de Imprensa

Ângela Portela cobra redução dos impostos sobre gás, diesel e gasolina

A senadora Ângela Portela (PDT-RR) cobrou na terça-feira, 22, na tribuna do Senado, a redução dos impostos que incidem sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. Segundo ela, seria uma forma imediata de aliviar o bolso do consumidor, diante dos sucessivos aumentos – em alguns postos do país, o litro da gasolina já atinge R$ 5, valor real mais alto em 15 anos, considerando a correção pela inflação.

Ângela Portela criticou o pré-candidato do governo à presidência, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), que prometeu reduzir os impostos sobre os combustíveis “caso eleito em outubro”. “Custo a crer. Então a gasolina só vai baixar se o povo votar nos mesmos políticos responsáveis pelo preço alto? Maior que o preço da gasolina, só a cara de pau”, afirmou a senadora.

Foi o segundo pronunciamento da senadora sobre o tema em apenas um mês – o anterior ocorreu em 24 de abril, quando o preço médio do litro da gasolina nos postos de Boa Vista estava em R$ 4,27, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana passada, o valor já atingia R$ 4,37.

“Estive no final de semana em Rorainópolis e a situação é preocupante”, disse a senadora. “Os moradores dependem do carro, da moto, do caminhão para percorrer as vicinais. Quem pode pagar R$ 5 por um litro de gasolina? Quem pode pagar R$ 80 por um botijão de gás?” Ângela lembrou a notícia recente de que muitos brasileiros estão trocando o gás de cozinha pela lenha, devido aos aumentos. “Isso faz lembrar o ‘genial’ slogan do governo federal, ‘O Brasil voltou 20 anos em dois’. Estamos voltando ao tempo do forno de lenha”, ironizou.

No discurso, Ângela elogiou a iniciativa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), de convocar uma comissão conjunta das duas casas legislativas para discutir formas de reduzir o preço dos combustíveis. E cobrou uma explicação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR): “Eu me pergunto se ele, que é o apoiador número um do governo Temer, comparecerá para explicar por que a gasolina agora bate nos R$ 5”, concluiu, lembrando que no governo anterior o litro estava em R$ 2,60.