Assessoria de Imprensa

Ângela Portela denuncia reajuste abusivo dos planos de saúde

“Com esse tipo de medidas, o governo Temer afasta os menos ricos dos planos de saúde, empurrando-os para o SUS”.

Os reajustes abusivos dos planos de saúde foram denunciados, nesta terça-feira (03), da tribuna do Senado, pela senadora Ângela Portela (PDT-RR). A parlamentar declarou apoio à proposta de criação de uma Comissão Parlametnar de Inquérito (CPI) para investigar esses aumentos abusivos e citou o caso da GEAP, que sofreu correções de mais de 80%, nos últimos três anos, contra uma inflação de apenas 12% nesse período.

A senadora mostrou que com isso a GEAP, importantíssima no estado de Roraima, forçou a exclusão de milhares de segurados, que não têm como fazer frente à disparada dos custos. Os aumentos foram muito superiores à evolução dos salários, praticamente estagnados, dos servidores públicos que constituem sua principal clientela.

Tudo isso, mostra a senadora, representa a expulsão de grande número de segurados, especialmente os idosos, que arcam com reajuste maior. Todos os brasileiros que dependem de planos de saúde sofrem com esses aumentos absurdos, mas são os idosos as principais vítimas.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar, acusou Ângela, acaba de autorizar um reajuste de 10% para os planos individuais, para uma inflação anual inferior a 3%. Já os planos coletivos, que ficam fora dessa autorização, aplicaram um aumento próximo a 20%, o que jamais poderia ser acompanhado pela renda dos segurados.

“Com esse tipo de medidas, o governo Temer afasta os menos ricos dos planos de saúde, empurrando-os para o Sistema Único de Saúde (SUS). Justamente o SUS, tão maltratado por esse governo, que cortou os gastos com a saúde dos brasileiros”, avaliou a senadora.

Em outra frente de maldades, disse Ângela Portela, a ANS somou aos estratosféricos aumentos a criação de franquias para os planos de saúde e a elevação das cobranças a título de coparticipação.

Na prática, a medida representa dobrar o valor da mensalidade. Imagine-se o segurado que, ao escolher um médico, será atendido apenas se pagar 40% do valor da consulta na conta da tal coparticipação. Isso significa que, além de pagar a mensalidade, será forçado a fazer um desembolso adicional.

O objetivo de tudo isso, na opinião de Ângela, é beneficiar o grande capital, as megaempresas que controlam os planos de saúde, em detrimento dos trabalhadores brasileiros, justamente aqueles que deveriam ser os verdadeiros beneficiários da ação governamental.