Assessoria de Imprensa

RESISTÊNCIA À REFORMA TRABALHISTA VISA APRIMORAR A LEI, DIZ ÂNGELA PORTELA

“A ocupação da Mesa do Plenário do Senado, pelas senadoras de oposição, como forma de resistência à manobra do governo Temer de aprovar, às pressas, e sem nenhuma discussão, a proposta de Reforma Trabalhista, ficará para a história do país, com uma luta por direitos”.

Afirmou a senadora Ângela Portela (PDT/RR), sobre o movimento de resistência assumido pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), Lídice da Mata (PSB/BA), Gleisi Hoffman (PT/PR), Fatima Bezerra (PT/RN), Regina Souza (PT/PI) e Katia Abreu (PMDB/TO) e Ângela Portela, que levou à suspensão, por quase sete horas, da sessão que apreciaria nesta terça-feira, o texto do projeto de lei da Câmara nº 38, de 2017, que trata da reforma trabalhista.

_ Queremos exercer nossos direitos de aprimorar essa reforma trabalhista, de podermos lutar para que os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, não sejam retirados da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), argumentou Ângela Portela.

A ocupação da mesa do plenário do Senado visava, segundo as senadoras, pressionar os parlamentares da base de apoio ao governo Temer, a aceitar a análise dos destaques apresentados pela oposição, para alterar a proposta de reforma trabalhista. Entre os destaques, estão o que se refere ao direito da mulher grávida e lactante de trabalhar em locais salubres.

_ Não podemos permitir que as mulheres trabalhem em condições insalubres, pois isso é um crime”, defendeu Portela, salientando que o trabalho intermitente é outro crime contra os trabalhadores brasileiros.

As resistentes à reforma trabalhista foram apoiadas pelos senadores os senadores Paulo Rocha (PT/PA), Jorge Viana (PT/AC) e Paulo Paim (PT/RS) e por muitos deputados e deputadas federais tais como Benedita da Silva, Jô Moraes, Maria do Rosário, Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, José Guimarães.

O movimento foi encerrado, à noite, com um difícil acordo que permitiu a retomada das discussões sobre o projeto de reforma trabalhista e de análise dos destaques de senadores, inclusive, da base aliada.